quinta-feira, 12 de julho de 2012

Momentos 001



Necessitamos em proporções equilibradas de atividades de trabalho, lazer, descanso e sexo.
A falta de alguma quebra o equilíbrio da existência causando doenças físicas ou mentais, conduzindo-nos a uma velhice precoce e ou uma morte prematura, física ou mental.
Em 1993 encontrava-me nesta situação de autoextermínio sem saber. Tinha perdido o interesse pela vida.
Na condição de separado e aposentado vivia só, deixando a vida passar.
Não saciava os desejos sexuais, não alimentava o cérebro e nem explorava o potencial físico e mental com realizações. Estava perdendo a autoestima. Comer e dormir eram minhas atividades.
O desequilíbrio iniciou um processo de depressão e no combate a ela comecei a procurar diversões.
A localidade onde residia era pequena e as opções poucas. Poderia frequentar a Zona, casas de jogos, bailes e danceterias.
Por experiência do passado descartei as duas primeiras opções dedicando-me as restantes.
Comecei a  me relacionar com jovens que em alguns casos nasceram quando eu já era adulto a muito tempo.
Na convivência com as jovens renasceu o desejo de amar e por ser uma pessoa madura e acostumada a vencer rapidamente os desafios, não soube superar os preconceitos e discriminações, que mais tarde se mostraram ser auto preconceito e auto discriminação, pois os tempos tinham mudados e conceitos foram substituídos por outros mais modernos.
Foi uma época difícil. Saia da felicidade total e entrava na tristeza absoluta em questão de segundos. Comecei a ingerir regulares quantias de bebidas alcoólicas. Quando senti estar me transformando num ébrio procurei ajuda em dois casais de amigos. De um deles recebi ajuda e orientação, do outro tive apoio material e uma nova queda no lado emocional, ao descobrir que estavam utilizando meu desequilíbrio em favor de suas fantasias sexuais. Esta situação tirou-me de uma inércia colocando-me a par do que no mundo estava acontecendo. Foi boa, a reprise hoje seria ótima.
Conclui que deveria procurar outras atividades e comecei a desenvolver ações junto ao Turismo e aos esportes, e por vias de consequência a trabalhar na área em que muito tempo atuei: Ações comunitárias, sociais e política.
As atividades sociais mais intensas ampliaram o leque das possibilidades de amar e neste momento descobri que a felicidade era efêmera, deveria ser renovada diariamente, já a tristeza possuía mais consistência e permitia criar alguma coisa feliz em cima de uma infelicidade.
Nesta ocasião conheci um casal que por duas vezes tentou viver juntos e as experiências foram desastrosas, mas quando resolveram  viver somente momentos a vida deles transformou-se e juntos só desfrutavam da felicidade.
Resolvi então escrever sobre “Meus Momentos” que embora pareçam na sua maioria tristes, foram precedidos ou sucedidos de uma felicidade que poucos desfrutaram nesta vida.
Dentro da proposta de crescimento interior em busca da harmonia e autoconfiança foi necessário combinar inteligência, intuição e sentimentos, traçando metas que realmente pudessem ser atingidas.
Senti que o modo como encaramos a vida é um dos principais fatores do sucesso, pois os receios criados por condicionamentos ou medos, foram os grandes desafios enfrentados na longa estrada desta minha maluca vida, repleta de barreiras e obstáculos, se considerar também que a sociedade, embora negue, cria restrições para aqueles que atingem uma faixa etária mais elevada sem um poder econômico forte. O preço que se paga pela investida na quebra de tabus é alto, podendo conduzir o desafiante a um fim trágico.
Recuperei o equilíbrio e voltei a frequentar Danceterias, Bailões Sertanejos e Rodeios. Envolvi-me com mulheres de idades variadas e transcrevo alguns relacionamentos com ninfetas, gatas e panteras.
Nestas ocasiões conheci também as bruxas, mulheres mal ou não amadas, carregadas de ciúmes e ódios e que procuram por inveja fazer da infelicidade dos outros a sua felicidade, mas que corroídas pela falta de amor naufragam na tristeza, se envenenam com a inveja e, com o ódio continuam sua existência até o final dela, pois morreram a muito e não sabem.






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