Papai Noel.
Pai e filha conversavam quando surgiu deste diálogo:
- Pai já escolhi meu presente de Natal.
- Ótimo filha o que é¿
- Um tênis já escolhi na Panamericana.
- Quanto custa¿
- Uns cento e pouco.
- e quanto é este pouco¿
- Noventa e três.
Situações iguais ou semelhantes como esta ocorrem
diariamente. Não importa a situação econômica e financeira do pai, os filhos
querem sempre e cada vez mais, mas não era disso que queria escrever. Quero
falar dos Papais Noeis que fazem a festa nesta época do ano. Pessoas anônimas
que alegram milhares de pessoas, crianças, jovens e adultas. O fazem por
diversas circunstâncias: Uns para ganhar uns trocados, outros para suprir suas
carências de afeto e carinho e alguns para ter seu minuto de fama mesmo que no anonimato,
pois neste mundo ninguém faz nada de graça, tudo dá um retorno. Não importa
neste caso o porque¿ O fim justifica os meios desde que a tentativa seja com
ética.
Todos sem exceção se transportam para a vida profissional do
“Palhaço”. Sorriem tendo vontade de
chorar; superam suas forças para desempenhar seu papel e vivem uma felicidade momentânea. Aqueles
que não contam com o suporte do talento e passam por dificuldades do dia a dia
escondem sua face com uma máscara alegre e risonha do personagem que
representam, pois atrás dela podem chorar sem que a platéia constate. Levam uma
vantagem sobre o “Palhaço por talento” que tem que superar esta dificuldade ao
vivo.
Sabemos que neste mundo que vivemos tudo tem um início, um
meio e um fim e da mesma maneira que o Palhaço, após sua representação o Papai Noel está só, se
preparando para voltar às atividades normais do dia a dia. Esta feliz por ter armazenado alegrias e
afetos que o ajudarão enfrentar nova
dificuldades e sabe que a felicidade tem que ser renovada e é breve e também
que a tristeza é mais duradoura e consistente, mas permite que mesmo com ela
presente, temos condições de criar novos momentos felizes, é só querer e lutar.

