Ela pediu um coofe destes modernos com cremes e espuma e uma
fatia de bolo eu como bom gaúcho um café preto e forte e um sanduíche
Farroupilha com bastante salame da colônia, poderiam ser considerados uma
janta. Continuamos a conversar:
- Pai, achas que valeu estarmos juntos em problemas que não
eram comuns¿
- Claro filha que valeu, conhecemos pessoas, como agem,
temos condições de verificar se os procedimentos estão dentro da lei e quando tivermos os resultados
saberemos se podemos confiar nas pessoas ou na lei.
- No que isto é útil pai¿
-Se não confias numa pessoa ela tem menos chances de te
prejudicar e se a lei não é boa vamos combatê-la.
As 18 horas começou o movimento das pessoas se deslocando
após o término de seus trabalhos. Paula voltou a conversar.
- Te lembra pai, quando eu tinha 7 anos não existia esta
lanchonete e não eram tantas pessoas assim¿
- Lembro sim filha, mas o progresso mudou Imbituba, agora
temos mais empregos, faculdades e colégios, naquela época existiam tantas
pessoas como agora, mas as moças estavam em casa e os moços na esquinas dos
bairros. Estas Lanchonetes vieram para atender a necessidade destas pessoas.
- Mas porque tem gente contraria ao progresso se ele é bom¿
- Todos os que são contrários o são por interesses próprios.
Políticos que não estão no poder querem
derrotar os que estão. Outros não precisam do progresso, tem condições de viver
sem ele, mas estes dois grupos são pequenos, fazem manifestações porque tem
tempo disponível e estão com sua vida garantida. Outros que não são ou não moram
aqui e que desfrutavam das belezas de Imbituba em visitas esporádica querem
mantê-la como se fossem “no pátio de sua casa”. Agora tu vais para a Faculdade,
tua mães e tias não poderam quando
jovens, faculdades naquela época somente em Tubarão e Florianópolis e não
tinham condições de custear as despesa porque não trabalhavam em empregos fixo.
Filha, enquanto a população não parar de crescer teremos que ter progresso para termos mais
empregos, mais escola e faculdades.
A conversa estava boa, mas tivemos que nos separar, ela foi
para a faculdade e eu para casa.
Eu e a mãe dela pagamos as faculdades que ela freqüenta,
ajudamos financeiramente nas demais necessidades, mas ela assim mesmo trabalha
para poder se vestir melhor e realizar seus desejos e isto faz parte do
progresso dela.
