Inverno de 1994. Cidade de Porto
Alegre.
Eu e um amigo fomos acompanhar minha
filha (Lê), a irmã dele(Jak) e uma amiga de ambas (Leda) na inauguração de uma
Gafieira na Cidade Baixa, num sábado.
Lá encontramos um casal amigos de meu
amigo que compartilhou nossa mesa. Era
um casal jovem (Jussara e João), boa companhia, tinham um filho de oito anos.
Divertimos-nos muito, o casal era
alegre e o ambiente miscigenado e convidativo.
Na quarta feira eu, minha filha e a
irmã de Francisco fomos novamente à Gafieira e encontramos o amigo de Francisco(João) acompanhado de uma outra
mulher. Jak o convidou para sentar conosco e nos divertimos muito novamente.
Quando chegamos em casa minha filha indignada criticou a postura de João que
estava acompanhado de uma mulher que não era sua esposa, e de Jak, por
convida-lo a sentar conosco.
Uns dois meses após, retornei a Porto
Alegre e fui novamente à Gafieira, desta vez somente com Le e Leda. Lê nem tinha terminado de contar para amiga que se passara na segunda vez que ali esteve,
quando notei Jussara adentrar no recinto acompanhada de um homem que não era o
João, e quando nos viu veio nos fazer companhia e nos apresentou o amigo. Lê e
Leda os receberam muito bem e foi mais uma noite agradável, principalmente para
minhas duas acompanhantes, pois segundo elas Jussara dera o troco que João
merecia, e no mesmo local.
Antes de retornar para Imbituba fomos
eu e minha filha no aniversário de Jak onde João e Jussara já se encontravam e
muito feliz.
Lê que não entendia mais nada fez o
que toda mulher faz, foi conversar com Jussara para esclarecer o que se
passava.
Jussara então disse:
Nos fomos muito felizes no casamento,
tivemos um filho que hoje está com oito anos. Com o passar do tempo o amor
acabou e ficou impossível a convivência a dois e nos separamos. Alguns meses
após ambos sentimos a falta um do outro e resolvemos morar junto novamente. Mas
assim como dá primeira vez, não foi possível e nos separamos novamente.
Passado algum tempo sentimos falta um
do outro, mas sabíamos que não poderíamos viver junto e resolvemos procurar um
meio de saciar a paixão que tínhamos um pelo outro.
Neste encontro acordamos que iríamos
morar em casas separadas e que aquele que sentisse mais a falta do outro
poderia entrar em contato para convida-lo a saírem juntos e que o convidado
tinha o direito de recusar. Combinamos também que um dia da semana seria livre
para cada um fazer o que bem entendesse, e estamos ha cinco anos vivendo muito
feliz.
Cesar Totti


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