sexta-feira, 13 de julho de 2012

Amor, paixão ou tesão?






Inverno de 1994. Cidade de Porto Alegre.
Eu e um amigo fomos acompanhar minha filha (Lê), a irmã dele(Jak) e uma amiga de ambas (Leda) na inauguração de uma Gafieira na Cidade Baixa, num sábado.
Lá encontramos um casal amigos de meu amigo que compartilhou nossa mesa.  Era um casal jovem (Jussara e João), boa companhia, tinham um filho de oito anos.
Divertimos-nos muito, o casal era alegre e o ambiente miscigenado e convidativo.
Na quarta feira eu, minha filha e a irmã de Francisco fomos novamente à Gafieira e encontramos o amigo de  Francisco(João) acompanhado de uma outra mulher. Jak o convidou para sentar conosco e nos divertimos muito novamente. Quando chegamos em casa minha filha indignada criticou a postura de João que estava acompanhado de uma mulher que não era sua esposa, e de Jak, por convida-lo a sentar conosco.
Uns dois meses após, retornei a Porto Alegre e fui novamente à Gafieira, desta vez somente com Le e Leda.  Lê nem tinha terminado de contar para amiga  que se passara na segunda vez que ali esteve, quando notei Jussara adentrar no recinto acompanhada de um homem que não era o João, e quando nos viu veio nos fazer companhia e nos apresentou o amigo. Lê e Leda os receberam muito bem e foi mais uma noite agradável, principalmente para minhas duas acompanhantes, pois segundo elas Jussara dera o troco que João merecia, e no mesmo local.
Antes de retornar para Imbituba fomos eu e minha filha no aniversário de Jak onde João e Jussara já se encontravam e muito feliz.
Lê que não entendia mais nada fez o que toda mulher faz, foi conversar com Jussara para esclarecer o que se passava.
Jussara então disse:
Nos fomos muito felizes no casamento, tivemos um filho que hoje está com oito anos. Com o passar do tempo o amor acabou e ficou impossível a convivência a dois e nos separamos. Alguns meses após ambos sentimos a falta um do outro e resolvemos morar junto novamente. Mas assim como dá primeira vez, não foi possível e nos separamos novamente.
Passado algum tempo sentimos falta um do outro, mas sabíamos que não poderíamos viver junto e resolvemos procurar um meio de saciar a paixão que tínhamos um pelo outro.
Neste encontro acordamos que iríamos morar em casas separadas e que aquele que sentisse mais a falta do outro poderia entrar em contato para convida-lo a saírem juntos e que o convidado tinha o direito de recusar. Combinamos também que um dia da semana seria livre para cada um fazer o que bem entendesse, e estamos ha cinco anos vivendo muito feliz.
Cesar Totti



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